quarta-feira, 24 de abril de 2013
domingo, 7 de abril de 2013
PROJETO: reurbanização das vielas do bairro
Vielas do Novo Jardim Pagani serão reurbanizadas
Projeto que já está na Secretaria de Obras foi elaborado
pela Semma após reuniões com a Associação de Moradores
Ana Paula Pessoto
Moradores Antônio Camargo e Adalgizo Ferreira mostram o projeto
de revitalização.
Cada bairro tem a sua peculiaridade, e a do Novo Jardim
Pagani são suas vielas. Algumas são conhecidas na cidade por sua beleza exposta
em formas e cores nos jardins, enquanto outras preocupam os moradores pelo
abandono em que se encontram (leia mais nas próximas páginas).
Tal preocupação
levou a Associação de Moradores a se reunir diversas vezes com a Secretaria
Municipal do Meio Ambiente (Semma), que elaborou um projeto de reurbanização
básica previsto para ser colocado em prática pela Secretaria de Obras no início
do segundo semestre deste ano.
O projeto visa, sobretudo, revitalizar o passeio dos
pedestres que, diariamente, utilizam as vias para encurtar caminhos. Poucas
calçadas estão conservadas e há vielas intransitáveis. “O projeto ficou parado
um tempo na Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) e foi liberado
recentemente para a Obras. Estamos lutando há dois anos pela reurbanização das
vielas que estão desativadas e abandonadas”, pontua Adalgizo Ferreira,
presidente da Associação de Moradores do bairro.
A infraestrutura básica com calçamento, terraplenagem,
rampas de acessibilidade, muretas para evitar o tráfego de veículos, guias,
entre outros itens, ficará a cargo da Secretaria de Obras, segundo o próprio
secretário Sidney Rodrigues. Já os serviços de jardinagem e gramado serão
executados pela Semma.
“Posteriormente, a pretensão da Associação é fazer
parcerias com as empresas localizadas no bairro para que elas adotem as vielas
que não estão sendo cuidadas por moradores para termos todas elas com jardim.
Também queremos fazer um trabalho de conscientização com os moradores para a
manutenção dessas vias públicas”, acrescenta Adalgizo.
A expectativa é de que, ainda em 2013, ao menos oito das
18 vielas sejam reurbanizadas. “O restante ficará para o próximo ano. Isso nos
foi garantido pelo secretário de Obras e estamos contentes com a conquista
junto ao poder público”, afirma Adalgizo.
Vielas
Há 18 vielas no Novo Jardim Pagani com 8 metros de
largura e aproximadamente 55 metros de comprimento cada. Elas foram construídas
para facilitar a passagem dos pedestres de uma rua para outra devido à grande
extensão das quadras do bairro, com cerca de 120 metros de comprimento. Com
isso, há ruas que possuem três ou mais vielas fazendo essas ligações. Mais do
que facilitar o passeio, quando bem cuidadas, elas se transformam em jardins e
pomares públicos. Na foto, equipe da Emdurb faz limpeza em uma delas.
Orçamento
De acordo com o secretário de Obras, Sidney Rodrigues,
ainda não existe uma noção exata do orçamento destinado à reforma das vias.
Entretanto, a mão de obra será da prefeitura e os gastos ficarão por conta do
material necessário. “Acredito que não será um trabalho muito dispendioso
porque apenas quatro vielas precisam de uma reurbanização total, enquanto as
outras precisam ser recuperadas.”
Sem cuidados, vielas podem esconder muitos perigos
Mais do que embelezar e transformar o Novo Jardim Pagani
em exemplo de cidadania, o projeto de reurbanização das vielas do bairro,
elaborado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) com a ajuda da
Associação de Moradores do bairro e já na Secretaria de Obras, também objetiva
aumentar a segurança dos transeuntes e evitar a proliferação de insetos e
animais peçonhentos, que encontram abrigo no mato e no entulho que se acumula
nesses espaços.
“Sendo conservadas, as vielas também representam mais
segurança aos moradores. Com o mato alto criam-se esconderijos para vândalos.
Sabemos de alguns casos de tentativa de estupro e assalto a transeuntes.
Marginais de passagem pelo bairro aproveitam para se esconder em terrenos
baldios com mato, e com vielas mal cuidadas é a mesma coisa”, preocupa-se
Antônio Morales de Camargo, 1º secretário da Associação de Moradores do Novo
Jardim Pagani.
Ainda de acordo com Antônio, a maior parte dessas vielas
fica em total abandono durante quase todo o ano. “Eventualmente a Emdurb faz
uma limpeza nelas, entretanto, podemos dizer que isso ocorre apenas uma vez por
ano. O problema se agrava em época de chuvas, quando o mato e o capim crescem
muito. Enquanto o projeto de reurbanização não é colocado em prática, nós
precisamos que essa limpeza seja regular”, observa.
O secretário da associação de moradores ressalta que a
iluminação, instalada recentemente nas vielas, diminuiu a escuridão que
facilitava ainda mais a ação de marginais e inutilizava a função original das
vielas, ou seja, o trânsito de pedestres.
Caminho livre
Deixar o caminho livre para os pedestres transitarem em
segurança pelas vielas é o principal foco do projeto de reurbanização das
vielas, segundo membros da Associação de Moradores, uma vez que estas foram
pensadas para encurtar as distâncias entre as ruas e, hoje, muitas estão
intransitáveis por falta de manutenção dos terrenos.
Peçonhentos
Outra preocupação dos moradores do bairro é com o acúmulo
de lixo. Há quem aproveite o mato das vielas para depositar entulho no local e,
segundo os vizinhos, há até quem venha de outros bairros para jogar sujeira
ali. “É preciso ter manutenção constante para erradicar as moradas de
escorpiões, caramujos, aranhas, cobras, além dos criadouros de mosquitos
transmissores de doenças como a dengue, por exemplo”, enfatiza Antônio.
Bloqueadas
Não é difícil encontrar vielas bloqueadas no Novo Jardim
Pagani. Grades e até mesmo muros foram colocados por moradores. Há quem diga
que tal ação foi feita como medida preventiva contra a criminalidade para
evitar que pessoas mal intencionadas utilizem o lugar como esconderijo.
Entretanto, pelo bairro é possível encontrar até mesmo vielas muradas há anos,
o que é irregular, segundo representantes da associação de moradores.
“Conversamos com alguns residentes e eles se propuseram a
regularizar a situação, ou seja, desbloquear essas vielas assim que receberem
uma notificação da prefeitura. O problema é que elas ficaram sem iluminação,
porque os muros e cercas impediram o trabalho da CPFL”, aponta Antônio.
De acordo com o secretário de Obras, Sidney Rodrigues,
será preciso abrir essas vias de acesso público por meio de uma notificação da
Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan).
Do mato ao encanto das flores
Inconformado com o lixo, mato, buracos e animais
peçonhentos que tomavam conta da viela em frente à sua casa, há cerca de dois
anos o aposentado Osmar Antônio Godoy decidiu levantar as mangas e fazer do
espaço um colorido jardim, que agrada a vizinhança e enche os olhos de quem
passa pelas ruas Maestro Oscar Mendes e Luiz Bonetti, ligadas pela viela.
“Eu ficava olhando aquele terreno da minha casa e
pensando sobre o que fazer para as pessoas pararem de jogar lixo nele. Cheguei
a recolher uma lata de 20 litros de caramujos e cinco caminhões de entulho.
Hoje, não jogam mais lixo, mas uma embalagem ou outra e bitucas de cigarro eu
sempre encontro, mesmo com as duas lixeiras presentes”, relata.
Morador do Novo Jardim Pagani há quase 40 anos, “seo”
Osmar contou com a ajuda de alguns parceiros, como comerciantes do bairro, e
levou sete meses para transformar o matagal em jardim, com direito até a
grafitagem nos muros. Ele plantou mais de 100 mudas e usou cerca de 1.200
garrafas pet para ornamentar os canteiros.
E quem passa pelo lugar só faz elogios para a ação do
aposentado. A dona de casa Maria Aparecida Rodrigues vive na rua Maestro Oscar
Mendes há três anos e diz que o jardim feito por Osmar trouxe beleza e mais
alegria ao bairro. “Foi uma mudança incrível. Bom seria se todas as vielas
fossem bonitas como esta”.
Mas, segundo o aposentado que adotou a viela oficialmente
junto à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), foi uma luta deixar o local
caprichado. “No início, os canteiros amanheciam revirados e mudas foram
furtadas. Hoje, digo com prazer que fiz algo de bom pelo meu bairro e isso me
faz muito feliz. Gostaria que outros moradores tomassem a mesma atitude ou ao
menos zelassem pelo bairro onde vivem”, finaliza.
Por amor à beleza
O amor de Marlene Baruffaldi Stevanato pelas plantas é
tamanho que ela decidiu fazer dele um belo jardim ao cuidar da viela ao lado de
sua casa, na rua Mário Manoel Sales Algodoal. Há mais de duas décadas, o entulho
e todo tipo de lixo imaginável deu lugar à “viela da dona Marlene”, enfeitada
por margaridas, manacás, tulipas, coqueiros, pinheiros, entre muitas outras
plantas.
Assim como aconteceu com “seo” Osmar, “dona” Marlene
também precisou de muita paciência e perseverança para ver as mudas crescerem e
encherem o caminho dos pedestres de cor. Enquanto algumas plantas não vingavam,
outras eram levadas por quem passava pelo lugar... “Para vingar uma muda, eu
precisei plantar cinco ou seis.
Até guarda-chuva eu colocava nas mudinhas para
protegê-las do sol”, acrescenta.
Mas todo o trabalho de anos e anos é recompensado quando
a alegre senhora vê a beleza de hoje e se lembra do lixo de antes. “A alegria
não cabe em mim. Também fico feliz porque vejo que a minha boa atitude serviu
de exemplo para outras pessoas. Precisamos espalhar boas sementes”, afirma.
Além das vielas de dona Marlene e de seo Osmar, ao menos
outras duas recebem os cuidados de moradores do Novo Jardim Pagani, gente que
se esforça para tornar o cotidiano mais belo e agradável.
Matéria originalmente publicada no Jornal da Cidade de Bauru e região.
domingo, 10 de março de 2013
Combate à DENGUE
O Jornal de Cidade publica na edição de hoje uma matéria interessante chamada PRAGAS URBANAS, no caderno JC nos Bairros. Particularmente preocupante neste momento é a DENGUE com número de casos aumentando na cidade. A matéria completa pode ser lida clicando aqui .
Este blog se junta à campanha para combater a DENGUE e pede aos moradores do NOVO JARDIM PAGANI que colaborem de todas as maneiras com a Secretaria da Saúde no combate dessa praga urbana que nos ameaça em toda a cidade. Seguem abaixo uma série de conselhos úteis que podemos seguir para o combate a essa epidemia. Segue o texto da matéria, na parte que se refere à DENGUE.
Secretaria Municipal de Saúde alerta a população sobre a necessidade de
medidas preventivas para conter infestação; leishmaniose também
preocupa
Jardim Ferraz, Vila Ipiranga, Jardim Vitória e adjacências são os bairros que concentram o maior número de casos de dengue registrados em Bauru, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal. Mas a doença se espalha por todas as regiões do município. Até o fechamento desta edição, o último levantamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde apontou cerca de 830 casos confirmados nos dois primeiros meses de 2013.
A secretaria alerta que nunca é demais lembrar sobre a importância de tomar medidas preventivas rotineiras, como descartar todo material com potencial para criadouro de larvas do mosquito Aedes aegypti - como garrafas, latas, embalagens vazias, pneus, entre outros -, evitar vasos de plantas com pratos de plásticos, manter ralos internos e externos tampados, piscinas limpas, além de manter a limpeza das calhas antes de sair de casa por vários dias (leia mais no quadro abaixo).
Outro alerta da secretaria é para os moradores, proprietários de imóveis desocupados ou de terrenos sem construções que providenciem não só a capinação dos mesmos, quando necessário, mas também a retirada de todo o lixo ou entulho, já que as larvas do mosquito transmissor da dengue se proliferam em qualquer tipo de recipiente que armazene água, até mesmo tampinhas de garrafas.
Leishmaniose
Em fevereiro, Bauru registrou a primeira morte por Leishmaniose Visceral Americana (LVA) de 2013. João Ravanelli, 76 anos, faleceu no Hospital Estadual (HE), onde fazia tratamento. Em 2012, três pessoas morreram em decorrência da doença, e o município teve a maior incidência de casos do Estado de São Paulo nos últimos dez anos.
O mosquito-palha é o transmissor da leishmaniose, que assim como a dengue, cresce com a falta de higiene e manutenção adequada de terrenos baldios e quintais. Cuidar da saúde dos cães, que podem servir de reservatório do parasita, eliminar as fezes diárias dos animais, limpar quintais, podar árvores frutíferas, instalar telas nas janelas e embalar o lixo estão entre as recomendações para prevenir a proliferação do mosquito-palha.
Entretanto, apesar da colaboração da população ser fator fundamental para a prevenção da dengue, leishmaniose e outras doenças, flagrantes de descuidos e descaso em propriedades públicas e privadas são constantes.
‘Enquanto não houver conscientização...’
Para o coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, de maneira geral, as cidades precisam olhar para as pragas urbanas e criar um serviço específico para atender essa demanda crescente. Entretanto, ele destaca que muitas dessas pragas estão sendo criadas pela população, como os pombos, que são alimentados nas calçadas e podem transmitir doenças.
“Os mosquitos transmissores da dengue e da leishmaniose são criados praticamente nas residências devido à falta de cuidados dos moradores que, depois, colocam a culpa no poder público”.
Brito ainda alerta para a cadeia que pode ser desencadeada pelo aumento desses bichos indesejados. “Onde há lixo, há barata. E onde há barata, há escorpião. O mesmo acontece com os ratos que vivem em lugares sujos e atraem cobras. Somente de formigas, há mais de 100 espécies na área urbana da nossa região. E há estudos que apontam que algumas delas podem conduzir infecção hospitalar,” preocupa-se.
Este blog se junta à campanha para combater a DENGUE e pede aos moradores do NOVO JARDIM PAGANI que colaborem de todas as maneiras com a Secretaria da Saúde no combate dessa praga urbana que nos ameaça em toda a cidade. Seguem abaixo uma série de conselhos úteis que podemos seguir para o combate a essa epidemia. Segue o texto da matéria, na parte que se refere à DENGUE.
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Em dois meses, vilão da dengue fez mais de 800 vítimas
JC- Jornal dos Bairros - 10/03/2013
Jardim Ferraz, Vila Ipiranga, Jardim Vitória e adjacências são os bairros que concentram o maior número de casos de dengue registrados em Bauru, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal. Mas a doença se espalha por todas as regiões do município. Até o fechamento desta edição, o último levantamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde apontou cerca de 830 casos confirmados nos dois primeiros meses de 2013.
A secretaria alerta que nunca é demais lembrar sobre a importância de tomar medidas preventivas rotineiras, como descartar todo material com potencial para criadouro de larvas do mosquito Aedes aegypti - como garrafas, latas, embalagens vazias, pneus, entre outros -, evitar vasos de plantas com pratos de plásticos, manter ralos internos e externos tampados, piscinas limpas, além de manter a limpeza das calhas antes de sair de casa por vários dias (leia mais no quadro abaixo).
Outro alerta da secretaria é para os moradores, proprietários de imóveis desocupados ou de terrenos sem construções que providenciem não só a capinação dos mesmos, quando necessário, mas também a retirada de todo o lixo ou entulho, já que as larvas do mosquito transmissor da dengue se proliferam em qualquer tipo de recipiente que armazene água, até mesmo tampinhas de garrafas.
Leishmaniose
Em fevereiro, Bauru registrou a primeira morte por Leishmaniose Visceral Americana (LVA) de 2013. João Ravanelli, 76 anos, faleceu no Hospital Estadual (HE), onde fazia tratamento. Em 2012, três pessoas morreram em decorrência da doença, e o município teve a maior incidência de casos do Estado de São Paulo nos últimos dez anos.
O mosquito-palha é o transmissor da leishmaniose, que assim como a dengue, cresce com a falta de higiene e manutenção adequada de terrenos baldios e quintais. Cuidar da saúde dos cães, que podem servir de reservatório do parasita, eliminar as fezes diárias dos animais, limpar quintais, podar árvores frutíferas, instalar telas nas janelas e embalar o lixo estão entre as recomendações para prevenir a proliferação do mosquito-palha.
Entretanto, apesar da colaboração da população ser fator fundamental para a prevenção da dengue, leishmaniose e outras doenças, flagrantes de descuidos e descaso em propriedades públicas e privadas são constantes.
‘Enquanto não houver conscientização...’
Para o coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, de maneira geral, as cidades precisam olhar para as pragas urbanas e criar um serviço específico para atender essa demanda crescente. Entretanto, ele destaca que muitas dessas pragas estão sendo criadas pela população, como os pombos, que são alimentados nas calçadas e podem transmitir doenças.
“Os mosquitos transmissores da dengue e da leishmaniose são criados praticamente nas residências devido à falta de cuidados dos moradores que, depois, colocam a culpa no poder público”.
Brito ainda alerta para a cadeia que pode ser desencadeada pelo aumento desses bichos indesejados. “Onde há lixo, há barata. E onde há barata, há escorpião. O mesmo acontece com os ratos que vivem em lugares sujos e atraem cobras. Somente de formigas, há mais de 100 espécies na área urbana da nossa região. E há estudos que apontam que algumas delas podem conduzir infecção hospitalar,” preocupa-se.
domingo, 3 de março de 2013
Embelezando o bairro onde mora
Jornal da Cidade, 03 de março de 2013 - Bairros
Elas fazem a diferença
Voluntárias sociais, amantes da natureza, dos animais e
das artes, mulheres transformam vidas - cada uma à sua maneira
Ana Paula Pessoto
No domingo que dá início à Semana da Mulher, o JC nos Bairros mostra exemplos de guerreiras que fazem a sua parte. Cada uma a seu modo, elas criam, mobilizam e transformam a vida ao seu redor.
Ela tem 71 anos de idade e uma alegria de viver que
contagia. Não bastasse o sorriso que encanta, há mais de 20 anos dona Marlene
Baruffaldi Stevanato resolveu espalhar sorrisos pelo bairro onde vive, o Jardim
Pagani, ao transformar a viela da rua Mário Manoel Sales Algodoal. O que antes
era depósito de lixo e entulho virou em um belo jardim.
E foi assim que sacolinhas plásticas, caixas, garrafas
pet, latas e todo tipo de entulho deu lugar às margaridas, manacás, tulipas,
coqueiros, pinheiros e diversas outras plantas que formam a “viela da dona
Marlene”. “É assim que o pessoal do bairro chama esse jardim”, diz com sorriso
nos lábios.
O amor pelas plantas é tanto, que a aposentada chega a
varrer a viela duas vezes ao dia e garante que é a guardiã do lugar. Lá, lixo
não entra mais. Mais do que a aprovação dos vizinhos, a iniciativa que deu mais
cor e beleza ao lugar também serviu de bom exemplo para os que decidiram também
adotar as outras 17 vielas do bairro.
“Quando me mudei para este lugar, havia muito mato e
lixo, e percebi que todo aquele entulho estava aumentando. Na época, meu marido
tinha sofrido um derrame e fazer esse jardim foi uma terapia, porque eu
conversava com os vizinhos e com as pessoas que por aqui passavam. Minha vida
era cuidar do meu esposo e dessa viela”, lembra.
Assumidamente amante da natureza, dona Marlene teve muito
trabalho até as plantas crescerem e tomarem forma. De acordo com ela, o início
foi difícil porque as mudas não vingavam e algumas eram levadas por outras
pessoas. “Imagine, para vingar uma muda, eu precisei plantar cinco ou seis. Até
guarda-chuva eu colocava nas plantas para protegê-las do excesso de sol. Quando
vejo toda essa beleza e lembro-me de como era antes, a alegria não cabe em
mim”, conta
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Problemas do bairro no JC
Jornal de Cidade de Bauru e região
0/02/13 00:25 - Bairros
DAE repara três vezes o mesmo vazamento
Há um mês os moradores do Jardim Pagani sofrem com
vazamento de esgoto na rua Henrique Mingardi, que causa mau cheiro dentro das
casas e alaga a via.
“Já é a terceira vez que faço protocolo para os técnicos
virem arrumar o vazamento. Toda semana estoura um cano e deixa a rua esse caos.
Precisamos de uma providência imediata”, argumenta a moradora Maria Helena
Menezes Malmonge.
O vazamento que surgiu desde o começo do ano já passou
por três reparos e, segundo a assessoria do Departamento de Água e Esgoto
(DAE), pode haver outros pontos de vazamento na mesma rua.
Nesse último caso, que começou na sexta-feira à noite,
técnicos disseram que o entupimento ocorreu devido a resíduos inapropriados
lançados na rede por uma fábrica de gesso próxima ao local de origem do
vazamento.
A assessoria confirma que a seção de fiscalização da
autarquia irá ao local analisar e notificar a empresa para que as devidas
providências sejam tomadas.
Para Everton Moreno Aro, que tem uma oficina na quadra 3
da Henrique Mingardi, os vazamentos causam transtornos e preocupação com saúde
no trabalho. “Quando colocamos o carro no elevador para fazer os devidos
reparos, ou até mesmo quando vamos arrumar o pneu do carro, ficamos sujos com a
água do esgoto, além do cheiro que é terrível”, conta o mecânico.
O mutirão do DAE para consertar vazamentos estará hoje e
amanhã em 20 bairros. Os vazamentos de água e esgoto devem ser comunicados
através do telefone 0800-7710195. O atendimento é ininterrupto (24 horas).
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Duplicação da Rodovia Bauru-Iacanga - mais detalhes
Bauru-Iacanga terá
segurança máxima
Até o aeroporto Moussa Tobias, duplicação contará
com oito viadutos, seis passarelas e dez quilômetros de marginais
Tisa
Moraes
Desse montante, pouco mais da metade – R$ 60 milhões - será utilizado especificamente para a obra básica de duplicação. O restante servirá para custear viadutos, marginais e passarelas, que garantirão maior segurança a pedestres e motoristas.
“Toda a população poderá trafegar de um lado para outro, sem precisar atravessar a pista principal.
Teremos uma rodovia moderna, que irá reduzir sensivelmente o número de acidentes e a possibilidade de mortes em toda sua extensão”, comenta o superintendente do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Clodoaldo Pelissioni, lembrando que o trecho do aeroporto até Ibitinga já está em obras de recuperação (leia mais abaixo).
Os recursos são oriundos do governo do Estado e a previsão é de que as obras sejam concluídas em abril do ano que vem, sendo que, legalmente, o prazo poderá ser estendido até o final de 2014. Conhecida como “rodovia da morte” por ser palco de vários acidentes graves, a rodovia Cezário José de Castilho (SP-321), ou Bauru-Iacanga, teve como uma de suas vítimas fatais mais recentes o professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), João Batista Neto Chamadoira.
Ele estava em um Siena acompanhado de mais três membros da Academia Bauruense de Letras (ABL), que foram atingidos por um caminhão e uma carreta ao tentarem transpor a pista, na altura do trevo de acesso a Arealva, no final do mês passado. Apenas o professor se feriu com gravidade.
Viadutos
Quando a rodovia estiver duplicada, ao menos no trecho de quase 12 quilômetros, acidentes como este não deverão mais acontecer. Viadutos serão implantados nos quilômetros 345 (altura do Centro Comunitário), 346 (acesso à rua José Bombini), 349 e 353.
No quilômetro 351, no trecho de acesso à estrada vicinal de Pederneiras, serão construídos dois viadutos. O mesmo ocorrerá no quilômetro 355, na altura do aeroporto Moussa Tobias.
Serão erguidas ainda duas passarelas para pedestres nos quilômetros 344, próximo à rodovia Marechal Rondon, e 346, para acesso à rua Mário Labarbuta. O projeto prevê também a implantação de vias marginais, numa extensão total de 10 quilômetros, no trecho urbano da rodovia.
“É uma forma de separar o tráfego rodoviário do tráfego urbano, algo importante para dar maior fluidez e evitar acidentes”, observa Pelissioni. Nesta mesma área, as pistas serão separadas por barreira dupla de concreto, outra medida para reduzir os índices de acidentes.
“Por conta do espaço disponível, as pistas ficarão próximas, então o indicado é proteger o fluxo com esta barreira. Além disso, ela traz maior segurança porque inibe a travessia de pedestres”, frisa o superintendente. A partir do quilômetro 349 até o aeroporto, a mureta de concreto será substituída por um canteiro central gramado.
Outro trecho
Desde outubro do ano passado, o trecho entre o trevo do aeroporto Moussa Tobias até Ibitinga, passando pelos municípios de Arealva e Iacanga, está em obras de recuperação para posterior construção da terceira faixa em boa parte de sua extensão.
“Serão investidos R$ 90,7 milhões em 55 quilômetros, entre recapeamento e serviços de melhoria em dispositivos. Tudo deve ficar pronto até junho deste ano”, conclui Pelissioni.
Matéria publicada no Jornal da Cidade de Bauru e região, edição de 16 de fevereiro de 2013
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