domingo, 19 de maio de 2013

5a. Conferência da Cidade de Bauru



Conferência aprova PAC do Asfalto

Delegados, no entanto, querem que a pavimentação extrapole as 700 quadras previstas no programa do governo federal

Luciana La Fortezza

A 5ª Conferência da Cidade de Bauru, finalizada ontem à tarde na Faculdade Anhanguera, aprovou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Pavimentação, que prevê asfalto para 700 quadras da cidade. A informação foi transmitida pelo secretário de Obras, Sidnei Rodrigues. Antes disso, ao longo da semana o JC acompanhou as audiências preparatórias para o evento (leia mais abaixo e na página 5). Ontem, Rodrigues afirmou que os delegados querem que o processo de pavimentação não fique restrito ao PAC, mas vá além.

“Por mais que se invista no PAC Pavimentação, eu acredito que ainda teremos um déficit de 200 a 300 quadras, aproximadamente”, explica o titular da Obras. Destas, receberão prioridade as vias de terra nas imediações de postos de saúde e escolas, por exemplo.

Conforme o JC publicou, o governo federal confirmou que Bauru poderá financiar R$ 43 milhões pelo PAC Pavimentação e R$ 12,3 milhões pelo PAC Mobilidade Urbana. Juntos, os dois empréstimos custariam cerca de R$ 2,5 milhões ao ano aos cofres públicos. A decisão sobre o financiamento passará pelo Legislativo, que estudará o endividamento da prefeitura especialmente por conta dos débitos da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab).

Na semana passada, o vereador Roque Ferreira (PT), que ontem permaneceu até o final na 5ª Conferência, enviou um requerimento ao Executivo solicitando o envio para a Câmara do projeto do PAC Pavimentação. “Houve uma concordância geral, pelo que deu para perceber, para que haja realmente esse financiamento. Mas também querem o recape de ruas que já está vendido”, acrescenta.
Discussões

O titular da Obras participou da mesa intitulada Planejamento Urbano e Ordenamento Territorial.  Outras quatro também foram conduzidas simultaneamente: a de Habitação e Conselho da Cidade; de Saneamento e Meio Ambiente; a de Mobilidade Urbana e a de Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano. As conclusões foram contempladas num único documento.

Cerca de 150 pessoas de vários segmentos da sociedade participaram da Conferência da Cidade de Bauru, cujo tema central estabelecido pelo Governo Federal foi “Quem muda a cidade somos nós: Reforma Urbana Já!”. 

Apenas os delegados votaram. O evento, que começou na sexta e seguiu até a noite de ontem tem como objetivo sensibilizar e mobilizar a sociedade para o estabelecimento de agendas, metas e planos de ação a fim de enfrentar os problemas existentes nas cidades promovendo progressos contínuos no processo de desenvolvimento urbano municipal.

As propostas colhidas nessa etapa da Conferência serão levadas para a Plenária Estadual prevista para o início do segundo semestre e também para a Conferência Nacional prevista para o final do ano.
Supressão

Os delegados da 5ª Conferência ainda votaram pela exclusão de um parágrafo único do Plano Diretor, que dá ao Legislativo e ao Executivo a prerrogativa de alterar o plano em caso de nova realidade ou necessidade. Também votaram pela revisão total do respectivo Plano Diretor.
 
Minidistrito no Jardim Pagani é reiterado

Apesar da rejeição dos moradores do Jardim Pagani, que encaminharam para o Executivo abaixo-assinado com cerca de 400 signatários, os delegados da 5ª Conferência da Cidade de Bauru aprovaram o minidistrito no bairro. A contrariedade dos vizinhos é apontada como uma das principais razões que inviabilizaram a instalação de empresas nas imediações.

“Na votação, essa área foi considerada apropriada. Já havia sido proposta no Plano Diretor Participativo e foi confirmado. Agora vai depender do Executivo, que tem poder de autorizar a implantação”, explica o titular da Obras, Sidnei Rodrigues. De acordo com ele, os delegados também apontaram a necessidade de novas avenidas, especialmente nas áreas mais periféricas, como é o caso do Parque Jaraguá.

“Não temos previsão de imediato, mas existem estudos pela Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan). Também cobraram estudos de macrodrenagem, que também estão em andamento (os estudos) pela prefeitura, como a construção de barragens para contenção de água de chuva.”

Outra demanda apresentada diz respeito à substituição de luminárias de mercúrio de vapor metálico, utilizadas atualmente pelo município, pelas de LED.

Matéria originalmente publicada no Jornal da Cidade. 
Mais matérias sobre a 5a. Conferência da Cidade de Bauru.  
Oficina defende Conselho de Planejamento ; Descentralização é sonho urbanista

quarta-feira, 24 de abril de 2013

domingo, 7 de abril de 2013

PROJETO: reurbanização das vielas do bairro


Vielas do Novo Jardim Pagani serão reurbanizadas

Projeto que já está na Secretaria de Obras foi elaborado pela Semma após reuniões com a Associação de Moradores

Ana Paula Pessoto
         Moradores Antônio Camargo e Adalgizo Ferreira mostram o projeto de revitalização.

Cada bairro tem a sua peculiaridade, e a do Novo Jardim Pagani são suas vielas. Algumas são conhecidas na cidade por sua beleza exposta em formas e cores nos jardins, enquanto outras preocupam os moradores pelo abandono em que se encontram (leia mais nas próximas páginas). 

Tal preocupação levou a Associação de Moradores a se reunir diversas vezes com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), que elaborou um projeto de reurbanização básica previsto para ser colocado em prática pela Secretaria de Obras no início do segundo semestre deste ano. 

O projeto visa, sobretudo, revitalizar o passeio dos pedestres que, diariamente, utilizam as vias para encurtar caminhos. Poucas calçadas estão conservadas e há vielas intransitáveis. “O projeto ficou parado um tempo na Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan) e foi liberado recentemente para a Obras. Estamos lutando há dois anos pela reurbanização das vielas que estão desativadas e abandonadas”, pontua Adalgizo Ferreira, presidente da Associação de Moradores do bairro.

A infraestrutura básica com calçamento, terraplenagem, rampas de acessibilidade, muretas para evitar o tráfego de veículos, guias, entre outros itens, ficará a cargo da Secretaria de Obras, segundo o próprio secretário Sidney Rodrigues. Já os serviços de jardinagem e gramado serão executados pela Semma.

“Posteriormente, a pretensão da Associação é fazer parcerias com as empresas localizadas no bairro para que elas adotem as vielas que não estão sendo cuidadas por moradores para termos todas elas com jardim. Também queremos fazer um trabalho de conscientização com os moradores para a manutenção dessas vias públicas”, acrescenta Adalgizo. 

A expectativa é de que, ainda em 2013, ao menos oito das 18 vielas sejam reurbanizadas. “O restante ficará para o próximo ano. Isso nos foi garantido pelo secretário de Obras e estamos contentes com a conquista junto ao poder público”, afirma Adalgizo.

Vielas

Há 18 vielas no Novo Jardim Pagani com 8 metros de largura e aproximadamente 55 metros de comprimento cada. Elas foram construídas para facilitar a passagem dos pedestres de uma rua para outra devido à grande extensão das quadras do bairro, com cerca de 120 metros de comprimento. Com isso, há ruas que possuem três ou mais vielas fazendo essas ligações. Mais do que facilitar o passeio, quando bem cuidadas, elas se transformam em jardins e pomares públicos. Na foto, equipe da Emdurb faz limpeza em uma delas.

Orçamento

De acordo com o secretário de Obras, Sidney Rodrigues, ainda não existe uma noção exata do orçamento destinado à reforma das vias. Entretanto, a mão de obra será da prefeitura e os gastos ficarão por conta do material necessário. “Acredito que não será um trabalho muito dispendioso porque apenas quatro vielas precisam de uma reurbanização total, enquanto as outras precisam ser recuperadas.”

Sem cuidados, vielas podem esconder muitos perigos

Mais do que embelezar e transformar o Novo Jardim Pagani em exemplo de cidadania, o projeto de reurbanização das vielas do bairro, elaborado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) com a ajuda da Associação de Moradores do bairro e já na Secretaria de Obras, também objetiva aumentar a segurança dos transeuntes e evitar a proliferação de insetos e animais peçonhentos, que encontram abrigo no mato e no entulho que se acumula nesses espaços.

“Sendo conservadas, as vielas também representam mais segurança aos moradores. Com o mato alto criam-se esconderijos para vândalos. Sabemos de alguns casos de tentativa de estupro e assalto a transeuntes. Marginais de passagem pelo bairro aproveitam para se esconder em terrenos baldios com mato, e com vielas mal cuidadas é a mesma coisa”, preocupa-se Antônio Morales de Camargo, 1º secretário da Associação de Moradores do Novo Jardim Pagani.

Ainda de acordo com Antônio, a maior parte dessas vielas fica em total abandono durante quase todo o ano. “Eventualmente a Emdurb faz uma limpeza nelas, entretanto, podemos dizer que isso ocorre apenas uma vez por ano. O problema se agrava em época de chuvas, quando o mato e o capim crescem muito. Enquanto o projeto de reurbanização não é colocado em prática, nós precisamos que essa limpeza seja regular”, observa.

O secretário da associação de moradores ressalta que a iluminação, instalada recentemente nas vielas, diminuiu a escuridão que facilitava ainda mais a ação de marginais e inutilizava a função original das vielas, ou seja, o trânsito de pedestres.

Caminho livre

Deixar o caminho livre para os pedestres transitarem em segurança pelas vielas é o principal foco do projeto de reurbanização das vielas, segundo membros da Associação de Moradores, uma vez que estas foram pensadas para encurtar as distâncias entre as ruas e, hoje, muitas estão intransitáveis por falta de manutenção dos terrenos.


Peçonhentos

Outra preocupação dos moradores do bairro é com o acúmulo de lixo. Há quem aproveite o mato das vielas para depositar entulho no local e, segundo os vizinhos, há até quem venha de outros bairros para jogar sujeira ali. “É preciso ter manutenção constante para erradicar as moradas de escorpiões, caramujos, aranhas, cobras, além dos criadouros de mosquitos transmissores de doenças como a dengue, por exemplo”, enfatiza Antônio.

Bloqueadas

Não é difícil encontrar vielas bloqueadas no Novo Jardim Pagani. Grades e até mesmo muros foram colocados por moradores. Há quem diga que tal ação foi feita como medida preventiva contra a criminalidade para evitar que pessoas mal intencionadas utilizem o lugar como esconderijo. Entretanto, pelo bairro é possível encontrar até mesmo vielas muradas há anos, o que é irregular, segundo representantes da associação de moradores.

“Conversamos com alguns residentes e eles se propuseram a regularizar a situação, ou seja, desbloquear essas vielas assim que receberem uma notificação da prefeitura. O problema é que elas ficaram sem iluminação, porque os muros e cercas impediram o trabalho da CPFL”, aponta Antônio.

De acordo com o secretário de Obras, Sidney Rodrigues, será preciso abrir essas vias de acesso público por meio de uma notificação da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan). 


Do mato ao encanto das flores

Inconformado com o lixo, mato, buracos e animais peçonhentos que tomavam conta da viela em frente à sua casa, há cerca de dois anos o aposentado Osmar Antônio Godoy decidiu levantar as mangas e fazer do espaço um colorido jardim, que agrada a vizinhança e enche os olhos de quem passa pelas ruas Maestro Oscar Mendes e Luiz Bonetti, ligadas pela viela. 

“Eu ficava olhando aquele terreno da minha casa e pensando sobre o que fazer para as pessoas pararem de jogar lixo nele. Cheguei a recolher uma lata de 20 litros de caramujos e cinco caminhões de entulho. Hoje, não jogam mais lixo, mas uma embalagem ou outra e bitucas de cigarro eu sempre encontro, mesmo com as duas lixeiras presentes”, relata.

Morador do Novo Jardim Pagani há quase 40 anos, “seo” Osmar contou com a ajuda de alguns parceiros, como comerciantes do bairro, e levou sete meses para transformar o matagal em jardim, com direito até a grafitagem nos muros. Ele plantou mais de 100 mudas e usou cerca de 1.200 garrafas pet para ornamentar os canteiros.

E quem passa pelo lugar só faz elogios para a ação do aposentado. A dona de casa Maria Aparecida Rodrigues vive na rua Maestro Oscar Mendes há três anos e diz que o jardim feito por Osmar trouxe beleza e mais alegria ao bairro. “Foi uma mudança incrível. Bom seria se todas as vielas fossem bonitas como esta”.

Mas, segundo o aposentado que adotou a viela oficialmente junto à Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), foi uma luta deixar o local caprichado. “No início, os canteiros amanheciam revirados e mudas foram furtadas. Hoje, digo com prazer que fiz algo de bom pelo meu bairro e isso me faz muito feliz. Gostaria que outros moradores tomassem a mesma atitude ou ao menos zelassem pelo bairro onde vivem”, finaliza.

Por amor à beleza

O amor de Marlene Baruffaldi Stevanato pelas plantas é tamanho que ela decidiu fazer dele um belo jardim ao cuidar da viela ao lado de sua casa, na rua Mário Manoel Sales Algodoal. Há mais de duas décadas, o entulho e todo tipo de lixo imaginável deu lugar à “viela da dona Marlene”, enfeitada por margaridas, manacás, tulipas, coqueiros, pinheiros, entre muitas outras plantas.

Assim como aconteceu com “seo” Osmar, “dona” Marlene também precisou de muita paciência e perseverança para ver as mudas crescerem e encherem o caminho dos pedestres de cor. Enquanto algumas plantas não vingavam, outras eram levadas por quem passava pelo lugar... “Para vingar uma muda, eu precisei plantar cinco ou seis.

Até guarda-chuva eu colocava nas mudinhas para protegê-las do sol”, acrescenta.

Mas todo o trabalho de anos e anos é recompensado quando a alegre senhora vê a beleza de hoje e se lembra do lixo de antes. “A alegria não cabe em mim. Também fico feliz porque vejo que a minha boa atitude serviu de exemplo para outras pessoas. Precisamos espalhar boas sementes”, afirma.
Além das vielas de dona Marlene e de seo Osmar, ao menos outras duas recebem os cuidados de moradores do Novo Jardim Pagani, gente que se esforça para tornar o cotidiano mais belo e agradável.

Matéria originalmente publicada no Jornal da Cidade de Bauru e região. 

domingo, 10 de março de 2013

Combate à DENGUE

O Jornal de Cidade publica na edição de hoje uma matéria interessante chamada PRAGAS URBANAS, no caderno JC nos Bairros. Particularmente preocupante neste momento é a DENGUE com número de casos aumentando na cidade. A matéria completa pode ser lida clicando aqui .

Este blog se junta à campanha para combater a DENGUE  e pede aos moradores do NOVO JARDIM PAGANI que colaborem de todas as maneiras com a Secretaria da Saúde no combate dessa praga urbana que nos ameaça em toda a cidade. Seguem abaixo uma série de conselhos úteis que podemos seguir para o combate a essa epidemia.  Segue o texto da matéria, na parte que se refere à DENGUE.

 Clique na imagem para ampliá-la

Em dois meses, vilão da dengue fez mais de 800 vítimas
JC- Jornal dos Bairros - 10/03/2013

Secretaria Municipal de Saúde alerta a população sobre a necessidade de medidas preventivas para conter infestação; leishmaniose também preocupa

Jardim Ferraz, Vila Ipiranga, Jardim Vitória e adjacências são os bairros que concentram o maior número de casos de dengue registrados em Bauru, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal. Mas a doença se espalha por todas as regiões do município. Até o fechamento desta edição, o último levantamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde apontou cerca de 830 casos confirmados nos dois primeiros meses de 2013.

A secretaria alerta que nunca é demais lembrar sobre a importância de tomar medidas preventivas rotineiras, como descartar todo material com potencial para criadouro de larvas do mosquito Aedes aegypti - como garrafas, latas, embalagens vazias, pneus, entre outros -, evitar vasos de plantas com pratos de plásticos, manter ralos internos e externos tampados, piscinas limpas, além de manter a limpeza das calhas antes de sair de casa por vários dias (leia mais no quadro abaixo).

Outro alerta da secretaria é para os moradores, proprietários de imóveis desocupados ou de terrenos sem construções que providenciem não só a capinação dos mesmos, quando necessário, mas também a retirada de todo o lixo ou entulho, já que as larvas do mosquito transmissor da dengue se proliferam em qualquer tipo de recipiente que armazene água, até mesmo tampinhas de garrafas.

Leishmaniose

Em fevereiro, Bauru registrou a primeira morte por Leishmaniose Visceral Americana (LVA) de 2013. João Ravanelli, 76 anos, faleceu no Hospital Estadual (HE), onde fazia tratamento. Em 2012, três pessoas morreram em decorrência da doença, e o município teve a maior incidência de casos do Estado de São Paulo nos últimos dez anos.

O mosquito-palha é o transmissor da leishmaniose, que assim como a dengue, cresce com a falta de higiene e manutenção adequada de terrenos baldios e quintais. Cuidar da saúde dos cães, que podem servir de reservatório do parasita, eliminar as fezes diárias dos animais, limpar quintais, podar árvores frutíferas, instalar telas nas janelas e embalar o lixo estão entre as recomendações para prevenir a proliferação do mosquito-palha.

Entretanto, apesar da colaboração da população ser fator fundamental para a prevenção da dengue, leishmaniose e outras doenças, flagrantes de descuidos e descaso em propriedades públicas e privadas são constantes.

‘Enquanto não houver conscientização...’

Para o coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, de maneira geral, as cidades precisam olhar para as pragas urbanas e criar um serviço específico para atender essa demanda crescente. Entretanto, ele destaca que muitas dessas pragas estão sendo criadas pela população, como os pombos, que são alimentados nas calçadas e podem transmitir doenças.

“Os mosquitos transmissores da dengue e da leishmaniose são criados praticamente nas residências devido à falta de cuidados dos moradores que, depois, colocam a culpa no poder público”.

Brito ainda alerta para a cadeia que pode ser desencadeada pelo aumento desses bichos indesejados. “Onde há lixo, há barata. E onde há barata, há escorpião. O mesmo acontece com os ratos que vivem em lugares sujos e atraem cobras. Somente de formigas, há mais de 100 espécies na área urbana da nossa região. E há estudos que apontam que algumas delas podem conduzir infecção hospitalar,” preocupa-se.


domingo, 3 de março de 2013

Embelezando o bairro onde mora


Jornal da Cidade, 03 de março de 2013 - Bairros 
Elas fazem a diferença
Voluntárias sociais, amantes da natureza, dos animais e das artes, mulheres transformam vidas - cada uma à sua maneira

Ana Paula Pessoto

No domingo que dá início à Semana da Mulher, o JC nos Bairros mostra exemplos de guerreiras que fazem a sua parte. Cada uma a seu modo, elas criam, mobilizam e transformam a vida ao seu redor.

Ela tem 71 anos de idade e uma alegria de viver que contagia. Não bastasse o sorriso que encanta, há mais de 20 anos dona Marlene Baruffaldi Stevanato resolveu espalhar sorrisos pelo bairro onde vive, o Jardim Pagani, ao transformar a viela da rua Mário Manoel Sales Algodoal. O que antes era depósito de lixo e entulho virou em um belo jardim.

E foi assim que sacolinhas plásticas, caixas, garrafas pet, latas e todo tipo de entulho deu lugar às margaridas, manacás, tulipas, coqueiros, pinheiros e diversas outras plantas que formam a “viela da dona Marlene”. “É assim que o pessoal do bairro chama esse jardim”, diz com sorriso nos lábios.

O amor pelas plantas é tanto, que a aposentada chega a varrer a viela duas vezes ao dia e garante que é a guardiã do lugar. Lá, lixo não entra mais. Mais do que a aprovação dos vizinhos, a iniciativa que deu mais cor e beleza ao lugar também serviu de bom exemplo para os que decidiram também adotar as outras 17 vielas do bairro.

“Quando me mudei para este lugar, havia muito mato e lixo, e percebi que todo aquele entulho estava aumentando. Na época, meu marido tinha sofrido um derrame e fazer esse jardim foi uma terapia, porque eu conversava com os vizinhos e com as pessoas que por aqui passavam. Minha vida era cuidar do meu esposo e dessa viela”, lembra.

Assumidamente amante da natureza, dona Marlene teve muito trabalho até as plantas crescerem e tomarem forma. De acordo com ela, o início foi difícil porque as mudas não vingavam e algumas eram levadas por outras pessoas. “Imagine, para vingar uma muda, eu precisei plantar cinco ou seis. Até guarda-chuva eu colocava nas plantas para protegê-las do excesso de sol. Quando vejo toda essa beleza e lembro-me de como era antes, a alegria não cabe em mim”, conta

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Problemas do bairro no JC



Jornal de Cidade de Bauru e região
0/02/13 00:25 - Bairros
DAE repara três vezes o mesmo vazamento

Há um mês os moradores do Jardim Pagani sofrem com vazamento de esgoto na rua Henrique Mingardi, que causa mau cheiro dentro das casas e alaga a via.

“Já é a terceira vez que faço protocolo para os técnicos virem arrumar o vazamento. Toda semana estoura um cano e deixa a rua esse caos. Precisamos de uma providência imediata”, argumenta a moradora Maria Helena Menezes Malmonge.

O vazamento que surgiu desde o começo do ano já passou por três reparos e, segundo a assessoria do Departamento de Água e Esgoto (DAE), pode haver outros pontos de vazamento na mesma rua.

Nesse último caso, que começou na sexta-feira à noite, técnicos disseram que o entupimento ocorreu devido a resíduos inapropriados lançados na rede por uma fábrica de gesso próxima ao local de origem do vazamento.

A assessoria confirma que a seção de fiscalização da autarquia irá ao local analisar e notificar a empresa para que as devidas providências sejam tomadas.

Para Everton Moreno Aro, que tem uma oficina na quadra 3 da Henrique Mingardi, os vazamentos causam transtornos e preocupação com saúde no trabalho. “Quando colocamos o carro no elevador para fazer os devidos reparos, ou até mesmo quando vamos arrumar o pneu do carro, ficamos sujos com a água do esgoto, além do cheiro que é terrível”, conta o mecânico.

O mutirão do DAE para consertar vazamentos estará hoje e amanhã em 20 bairros. Os vazamentos de água e esgoto devem ser comunicados através do telefone 0800-7710195. O atendimento é ininterrupto (24 horas).